CEGUEIRA (SEM ENSAIO)

Um caminhão passa na rua, as paredes trepidam — ela ouviu um especialista dizer que isso são minúsculos terremotos.

Farei uma blusa bordada de fuxicos — ela pensa no sofá onde costura: se o mundo está para acabar, vestirei branco com detalhes em azul.

E sorri, um pouco mais despreocupada.

A questão agora é saber o que preparar para o primeiro almoço, quando as amigas vierem, alvoroçadas como sempre, depois do fim do mundo.

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Sobre Sérgio Bernardo

Poeta e contista, autor de Asfalto (Selo OFF-Flip, 2010). Blog de poesia: http://tudovirapoesia.blogs.sapo.pt Twitter: @Sempoesianaoda
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