ANOITECIDO

Não é ele que fecha a janela às 6 da tarde: é o dia que o anoitece.

Pelas frestas das persianas entram na sala os curtos-circuitos do poente.

As dúvidas da manhã ainda orbitam seu corpo: cada uma delas uma galáxia procurando universos em volta da poltrona.

Enquanto isso, por distração, zapeia a tevê sem culpa, como quem espera tropeçar em respostas.

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Sobre Sérgio Bernardo

Poeta e contista, autor de Asfalto (Selo OFF-Flip, 2010). Blog de poesia: http://tudovirapoesia.blogs.sapo.pt Twitter: @Sempoesianaoda
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