CELULAR NO TÁXI

A conversa sobre o mundo e sobre nada: coisas como mísseis na cidade árabe ou uma lâmpada por comprar.

Instruções sobre um novo molho dadas a mais uma cozinheira, a festinha de um filho na escola mesmo, a tentação da roupa naquele shopping.

Frases inseridas no celular como moedas em antigos telefones públicos: para dar continuidade à fala: fragmentos de ocorrências banais numa crônica urbana.

No final a pressa de sair: o aparelho esquecido sobre o banco: a urgência de bloquear e ir atrás de um chip.

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Sobre Sérgio Bernardo

Poeta e contista, autor de Asfalto (Selo OFF-Flip, 2010). Blog de poesia: http://tudovirapoesia.blogs.sapo.pt Twitter: @Sempoesianaoda
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