ALI, DO OBSERVATÓRIO

Ela poderia se perder no corredor da própria casa, poderia mesmo nunca mais voltar.

Partiu em circunavegação dentro de si, buscando devorar horizontes onde nada do presente era construção.

Ele nada mais fez que fotografar seu perfil contra a nuvem do travesseiro.

Deixou que se ferisse sobre os copos quebrados, não removidos na véspera do afogamento.

Ela incorporou um peixe nascido sem nadadeiras.

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Sobre Sérgio Bernardo

Poeta e contista, autor de Asfalto (Selo OFF-Flip, 2010). Blog de poesia: http://tudovirapoesia.blogs.sapo.pt Twitter: @Sempoesianaoda
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